Os pavilhões da Bienal de Veneza tiveram protestos em massa contra a participação de Israel, em meio a críticas ao estado na região. Milhares de manifestantes saíram às ruas da cidade no dia anterior à abertura pública. O ato foi organizado pela Art Not Genocide Alliance (ANGA), grupo internacional de artistas, curadores e trabalhadores culturais.
Até a tarde, organizadores anunciaram uma greve de 24 horas que afetou pavilhões nacionais inteiros ou parciais. Entre os citados estavam Áustria, Bélgica, Chipre, Equador, Egito, Estônia, Finlândia, França, Reino Unido, Islândia, Coreia, Líbano, Luxemburgo, Países Baixos, Polônia, Portugal, Suíça, Turquia e Ucrânia. Segundo a ANGA, seria a maior mobilização de seu tipo na história da Bienal.
Protesto e mensagens
Os manifestantes empunharam bandeiras palestinas e cartazes com mensagens de apoio à Palestina, buscando a retirada de Israel da mostra. Hinos e canções foram entremeados a argumentos sobre violência e ocupação na região, com faixas lendo por fim de “genocídio nos pavilhões”.
Organizadora Sara Alberani afirmou que participantes vieram de cidades como Pádua e Vicenza. A ANGA divulgou, em 17 de março, uma lista com 236 signatários, incluindo organizadores de 18 pavilhões nacionais, 111 artistas, 38 curadores e 81 trabalhadores da arte. Diversos nomes de referência participaram do movimento.
Participação internacional e contexto
Os organizadores destacaram que as demandas continuam sem resposta e ressaltaram a presença de artistas de renome que apoiam a campanha. Mensagens de solidariedade foram veiculadas por coletivos e artistas internacionais, reforçando a pressão sobre a instituição.
Durante o protesto, cartazes não apenas criticaram a participação de Israel, mas também chamaram a atenção para as condições de trabalho no setor cultural. A mobilização ocorreu na véspera da abertura pública da Bienal, quando o público tem acesso às salas e pavilhões.
Reações e cenário local
O movimento recebeu apoio de organizações italianas ligadas às comunidades artísticas e de trabalhadores da cultura. A manifestação ocorreu ao lado das áreas portuárias, com vista para a lagoa e os respectivos iates ancorados. A cobertura permanece em desenvolvimento, com a expectativa de desdobramentos nos próximos dias.
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