O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou a Trump, na Casa Branca, uma lista com cerca de 20 autoridades brasileiras que ainda estão sob sanções, solicitando a revisão dos restrições. O encontro ocorreu em Washington na quinta-feira, 7 de maio de 2026, durante uma reunião de trabalho. A demanda aponta para a necessidade de resoluções diplomáticas entre os dois países.
A ofensiva dos EUA contra autoridades brasileiras teve início em julho de 2025. Foram afetados sete ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Barroso, Dino, Gilmar Mendes, Toffoli, Zanin, Cármen Lúcia e Fachin. Moraes recebeu também sanções da Lei Magnitsky, com bloqueio de ativos, sem ter visto renovado.
Além dos ministros, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o advogado-geral da União Jorge Messias foram impactados pela medida. Auxiliares de Moraes no STF e no TSE também tiveram seus vistos suspensos, conforme as seguintes ações governamentais.
Histórico das sanções
Em agosto de 2025, o Departamento de Estado norte-americano revogou vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, coordenador-geral da OTCA, vinculados ao programa Mais Médicos. As autoridades foram acusadas de cumplicidade com a participação de médicos cubanos.
Relatos de imprensa indicam que, na época, houve afirmação de que Lewandowski e Rodrigo Pacheco também teriam visto negado, embora os próprios negassem ter recebido comunicação oficial. Atribuições de casos envolvendo o governo brasileiro foram objeto de controvérsia pública.
Em setembro seguinte, a lista Magnitsky atingiu a esposa de Moraes, Viviane Barci, bem como os filhos, além do ministro do STJ Benedito Gonçalves e do ex-AGU José Levi. As sanções continuaram em vigor em diferentes graus.
O primeiro recuo, envolvendo a inclusão de Moraes na lista, ocorreu em dezembro de 2025, com a retirada da Magnitsky após a aprovação de projeto sobre Dosimetria. O governo federal negou qualquer relação entre a medida e a tramitação legislativa.
Lula manteve foco na reunião para pedir solução das restrições, destacando, durante a entrevista com jornalistas, que entregou a lista e que pretende retorno concreto em novos encontros. O tom foi de pressão institucional, não de ruptura diplomática.
Trump respondeu de forma cordial, segundo a agenda pública, e a dupla sinalizou continuidade de diálogo para soluções diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A conversa também abordou questões tarifárias e perspectivas para 2026.
Assista ao trecho do encontro divulgado, com duração de pouco mais de um minuto, e leia as referências associadas aos desdobramentos diplomáticos entre as duas nações.
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