O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram na quinta-feira, 7 de maio, na Casa Branca, em Washington. O encontro tratou de parcerias comerciais, de segurança pública e de cooperação com outros países. A mensagem brasileira foi de manter relações plurais, sem excluir parceiros.
Na mesma data, o governo brasileiro anunciou a retirada da exigência de visto para chineses que desejem ingressar no Brasil. A medida entra em vigor na segunda-feira, 11 de maio. A decisão visa facilitar a mobilidade e ampliar a cooperação econômica entre os dois países.
Um levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China, divulgado no mesmo dia, aponta que o Brasil foi o principal destino de investimentos chineses em 2025, totalizando US$ 6,1 bilhões. O estudo reforça o papel do Brasil como destino de capital chinês.
Durante a coletiva de imprensa, Lula comentou sobre a presença chinesa no comércio brasileiro, dizendo que houve espaço ocupado após lacuna de atuação dos EUA. O presidente afirmou que EUA e europeus deixaram de olhar para a América Latina, abrindo espaço para parceiros externos.
Ele disse ainda que, em licitações internacionais para obras como estradas e ferrovias, frequentemente há participação de chineses quando os EUA não compõem a concorrência. A fala chamou atenção para o papel da China como fornecedor e investidor, em equilíbrio com outros parceiros.
Foi anunciada a criação de um grupo de trabalho para discutir tarifas impostas pela administração norte-americana. O grupo terá prazo de 30 dias para apresentar recomendações sobre tarifas e medidas comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Grupo de trabalho sobre tarifas
- Objetivo: avaliar as tarifas impostas pelos EUA.
- Prazo: 30 dias para relatórios e propostas.
- Envolvidos: representantes do governo brasileiro e autoridades americanas, com participação de interlocutores do setor privado.
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