O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, reuniu-se com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, para discutir as negociações com o Irã, conforme apuração do site Axios nesta sexta-feira. A reunião ocorre em meio a tentativas de reduzir tensões na região e de avanços em propostas para encerrar o conflito com o Irã.
Ainda hoje, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA devem receber uma resposta de Teerã à proposta para encerrar a guerra. Rubio declarou a jornalistas em Roma que aguarda o conteúdo da resposta, em tom de expectativa quanto a um possível caminho diplomático. O político viajou à Itália para encontros com o Papa e com a primeira-ministra Giorgia Meloni.
As negociações ganham contorno após mudanças de planos envolvendo o presidente Donald Trump e a possibilidade de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz, tema que gerou reviravoltas políticas nos EUA. Autoridades iranianas disseram que estudam a proposta, mas alguns setores do governo classificaram a ideia como uma “lista de desejos”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, informou que a resposta de Teerã está sob análise, sem estabelecer um prazo. Em meio a essa sinalização, ocorreram relatos de trocas de disparos na região de Ormuz entre forças dos dois países na quinta-feira.
O Quartel-General Central do Irã afirmou que ataques aéreos americanos foram realizados em áreas costeiras, incluindo Bandar Khamir, Sirik e a Ilha de Qeshm, com a cooperação de outros países da região. Em resposta, as forças iranianas teriam revidado contra navios de guerra dos EUA, segundo o comunicado de defesa iraniano.
Pressões continuaram quando o Pentágono informou que o Irã teria lançado mísseis, drones e pequenas embarcações contra destróieres em trânsito rumo ao Golfo de Omã. O Comando Central dos EUA classificou os ataques como autodefesa diante de provocação militar.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, criticou as ações americanas, reafirmando que soluções diplomáticas costumam ser acompanhadas de pressões militares. Araghchi disse ainda que o Irã não se submete a pressões externas.
Entre na conversa da comunidade