Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Delação aponta mafioso italiano PCC financiava 50% da cocaína à Europa

Exclusivo: delator italiano afirma que PCC financiou 50% da cocaína enviada à Europa, conforme depoimentos na Operação Samba

Vincenzo Pasquino, o mafioso que delatou o consórcio da 'Ndrangheta com o PCC, foi preso pela PF em João Pessoa e levado para Brasília
0:00
Carregando...
0:00

Vincenzo Pasquino, mafioso italiano, contou detalhes sobre a conexão entre a ‘Ndrangheta e o PCC no Brasil. Ele foi retirado de uma cela da Penitenciária Federal de Brasília em 28 de novembro de 2023 para prestar depoimentos a procuradores italianos. A delação envolve o maior acúmulo de informações sobre o tráfico internacional já revelado no país.

O acordo entre as duas organizações criminosas foi registrado durante a Operação Samba, que mirou o grupo ligado à ‘Ndrangheta em cooperação com o PCC. Pasquino foi preso pela Polícia Federal em João Pessoa e transferido para Brasília. Os depoimentos foram colhidos ao longo de três dias, conforme decisão da juíza Francesca Rosseti.

Entre as informações reveladas, Pasquino descreveu como o PCC entrou no comércio global de cocaína, com rotas que teriam chegado a Europa, África, Ásia e Oceania. Os depoimentos se estenderam por meses e foram concluídos após a extradição para a Itália, em março de 2024.

Detalhes da cooperação e contatos

Pasquino afirmou ter mantido contato direto com o PCC e listado representantes da ‘Ndrangheta no Brasil, incluindo ligações com grupos de Turim e com as famílias da Calábria. Segundo ele, o contacto com o PCC era mediado por intermediários da própria organização italiana. O objetivo era coordenar envios de cocaína, incluindo operações de alto volume.

O delator descreveu encontros realizados em São Paulo para formalizar o consórcio entre as facções. Entre as redes envolvidas estavam grupos de San Luca, na Calábria, e os contatos brasileiros que operavam nas rotas portuárias. Pasquino destacou que o fluxo envolveu várias etapas logísticas, desde a produção até o transporte.

Na investigação brasileira, Pasquino também mencionou uso de doleiros para movimentar recursos e gastos com infraestrutura de comunicação, como a aquisição de criptofones para facilitar a coordenação entre os membros do PCC no Brasil. Ele associou o grupo a técnicas para esconder cocaína a bordo de navios, com participação de mergulhadores colombianos.

Contexto operacional e eventos recentes

Segundo o relato, em fevereiro de 2025 houve uma tentativa de embarque de 815 kg de cocaína no Porto de Santos, ocultos em carregamento de café, conforme apuração da Receita Federal. Pasquino afirmou ter promovido a cooperação entre criminosos de diferentes famílias da ‘Ndrangheta, mantendo exigência de filiação a uma “família” para participação nas operações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais