Vladimir Putin afirmou que acredita que o conflito entre Rússia e Ucrânia está chegando ao fim. O comentário foi feito durante entrevista coletiva após a realização de uma parada militar reduzida em Moscou, que marcou o Dia da Vitória.
A cerimônia teve menos exibição de blindados e mísseis, por questões de segurança, já que autoridades temiam ataques com drones contra a Red Square. Um cessar-fogo de última hora, intermediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, reduziu o risco de incidentes.
Putin repetiu, em seguida, que a operação russa na Ucrânia é “justa” e criticou o apoio ocidental ao governo de Kyiv, ao afirmar que a ajuda dos parceiros ocidentais alimenta a confrontação até hoje.
Declarações sobre paz e negociações
Durante a coletiva, Putin disse que só atenderia a Zelensky após um acordo de paz duradouro. A reunião, em país terceiro, seria possível apenas com a assinatura de um tratado final. O presidente russo reiterou abertura a novas garantias de segurança para a Europa e citou Gerhard Schröder como possível interlocutor.
Putin também mencionou ter ouvido que Zelensky estaria disposto a um encontro, mas ressaltou que tais declarações já surgem há tempos sem confirmação. O clima, segundo ele, exige um acordo histórico para encerrar o conflito.
Cessão de prisioneiros e parcerias
O acordo de cessar-fogo, apoiado pela coalizão liderada pelos EUA, previa a troca de mil prisioneiros entre Rússia e Ucrânia. O próprio Putin afirmou que ainda não recebeu confirmação de Kyiv sobre eventuais trocas.
Pelo menos há quase duas décadas, a Red Square ficou sem o habitual desfile de hardware militar. O evento também teve menor presença de jornalistas internacionais, com várias organizações tendo acesso restrito.
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