Thiago Ávila, ativista brasileiro ligado à causa pró-Palestina e integrante da Flotilha Global Sumud, deve retornar ao Brasil após ser deportado de Israel. Ele está no Egito, aguardando a passagem de volta pelas próximas etapas da viagem.
A confirmação foi feita pela Adalah, ONG de direitos humanos, que atuou na defesa de Ávila e do também ativista Saif Abukeshek, ambos detidos em águas internacionais no fim de abril. A organização destacou que a deportação viola o direito internacional e chamou o episódio de grave violação a direitos humanos.
Segundo a Adalah, Ávila deixou Israel pela passagem de Taba, na fronteira com o Egito, e seguirá para Addis Abeba, antes de retornar ao Brasil. A organização afirmou ainda que, durante o sequestro, os ativistas enfrentaram detenção em isolamento, interrogatórios prolongados e maus-tratos, o que classifica como uma repressão à solidariedade com a Gaza.
Situação atual e próximos passos
A sequência indica que Ávila viajará do Cairo para a capital etíope, e depois ao Brasil, conforme orientação da Adalah. Em Israel, o Ministério de Relações Exteriores descreveu os dois ativistas como provocadores profissionais e reiterou a não aceitação de violações ao bloqueio naval de Gaza.
Abukeshek, já deportado, seguiu para Barcelona, partindo de Atenas. Em gravação divulgada pela Flotilha Global Sumud, o ativista declarou que o tratamento recebido não se compara ao que enfrentam prisioneiros palestinos e que a mobilização deve continuar.
O comunicado oficial de Israel aponta que a detenção ocorreu em águas internacionais na madrugada de 30 de abril, com os ativistas realizando greve de fome; Abukeshek também passou a se recusar a beber água em 5 de maio. Não houve acusações formais apresentadas até o momento.
Contexto e repercussões
A atuação de advogados da Adalah reforça o peso das denúncias sobre violações de direitos humanos durante a prisão e o interrogatório. A organização solicitou proteção para Ávila e destacou a necessidade de responsabilização internacional apropriada.
A esposa de Ávila, Lara Souza, relatou à EFE que o ativista foi confrontado com fotos de familiares durante a detenção, o que, segundo ela, configuraria ameaça psicológica. Ela pediu proteção ao governo brasileiro durante o retorno de Ávila.
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