O Brasil observa a China reduzir sua dependência externa, especialmente de importações de soja e proteínas. A mudança no eixo de relações preocupa exportadores, que precisam entender as consequências de curto e longo prazo.
Especialistas, como Larissa Wachholz, do núcleo de Ásia do Cebri, apontam que Pequim busca menos vulnerabilidade externa. A estratégia passa a privilegiar segurança alimentar e nacional, alinhando-se ao 15º Plano Quinquenal.
A China avança rumo à autossuficiência alimentar por meio de tecnologia, subsídios, expansão da produção doméstica e estoques elevados. Esse conjunto pode pressionar exportações brasileiras no longo prazo.
Na prática, a participação das importações no PIB chinês caiu de 22% para abaixo de 18 nos últimos dez anos. No agronegócio, o Brasil responde por cerca de 25% das compras chinesas globais.
Apesar da mudança estrutural, analistas avaliam que a relação bilateral permanece estável no curto prazo. O desafio é como o Brasil se posiciona diante de uma China que investe aqui e busca menos dependência global.
Impactos para exportadores brasileiros
A visão de Wachholz recomenda atenção a acordos entre Estados Unidos e China e a ampliação de parcerias comerciais do Brasil, para mitigar riscos de dependência setorial.
Conforme a especialista, o país precisa diversificar mercados e fortalecer a posição estratégica em negociações com a China, mantendo a relevância no fornecimento agroindustrial.
A reportagem assevera que a leitura dos indicadores indica tendência de mudança gradual, com impacto direto sobre preços, volumes e prazos de contrato para o agronegócio brasileiro. Fonte: Globo, referência ao O Assunto.
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