O governo de Taiwan enfrentou nova dificuldade para ampliar gastos militares devido à resistência do Parlamento, controlado pela oposição. O impasse ocorre em meio a pressões da China, que intensificou ações para ampliar sua presença na região. Os atrasos levaram os EUA a criticarem a demora na aprovação de recursos de defesa.
Após consenso parcial, o Parlamento aprovou na sexta-feira (8) apenas dois terços do valor requerido por Taiwan. O montante liberado destina-se exclusivamente à compra de armamentos dos EUA, excluindo projetos internos como drones e mísseis.
Reação dos EUA e posição de Taiwan
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington apoia a aquisição de capacidades de defesa compatíveis com as ameaças. Mesmo assim, a autoridade norte-americana criticou os atrasos na liberação do restante do programa.
O que ficou de fora e impactos previstos
O Ministério da Defesa de Taiwan informou que a verba aprovada deixou de fora itens estratégicos, gerando lacunas de capacidade. Entre os faltantes está o míssil antibalístico Chiang Kung, base para o sistema de defesa T-Dome.
Consequências para a indústria local
A pasta destacou que a ausência de recursos para drones, inclusive de ataque marítimo, atrasará o desenvolvimento de guerra assimétrica. Também pode impactar o crescimento econômico e a geração de empregos no setor de defesa taiwanês.
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