O cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, intermediado pelos Estados Unidos, entrou no segundo dia com risco de ruptura. Ambos os lados se acusaram de violações e registraram novos ataques ao longo do fim de semana, mantendo a tensão na linha de frente.
Autoridades ucranianas informaram mortes causadas por drones russos em Zaporíjia, Dnipropetrovsk e Kherson, regiões próximas à linha de frente. Em Kharkiv, oito civis ficaram feridos após bombardeios com drones. Em Kherson, sete pessoas ficaram feridas em ataques combinados.
Zelenski afirmou que Moscou evitou ataques aéreos em larga escala, mas manteve ofensivas terrestres onde avança. Moscou, por sua vez, acusou Kiev de desrespeito à trégua e afirmou ter interceptado dezenas de drones ucranianos nas últimas 24 horas.
Situação do cessar-fogo
O Estado-Maior da Ucrânia informou quase 210 confrontos desde o início do cessar-fogo, em 9 de maio, ao longo de cerca de 1.200 quilômetros de frente. A Força Aérea ucraniana disse que a Rússia lançou 27 drones de longo alcance, todos neutralizados.
O governo dos EUA continua buscando destravar negociações de paz, com foco em garantias sobre Donetsk e a usina de Zaporíjia. Portavozes do Kremlin disseram que a paz ainda está distante, enquanto Putin sinalizou, no fim de semana, que a guerra pode estar chegando ao fim.
Esforços de mediação e desdobramentos
O conselheiro do Kremlin afirmou que o enviado americano Steve Witkoff e Jared Kushner devem visitar Moscou em breve para dar continuidade às negociações. O principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, afirmou ter se reunido com ambos em Miami para tratar de questões humanitárias.
Separadamente, a Alemanha rejeitou a ideia de Putin de que o ex-chanceler Schröder atue como mediador entre a UE e a Rússia em futuras tratativas. A diplomacia continua buscando caminhos para a retomada de negociações.
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