Vladimir Putin afirmou neste fim de semana que a guerra na Ucrânia pode estar “chegando ao fim”, levantando perguntas sobre o momento em que o Kremlin escolhe falar sobre encerramento. A declaração ocorre em meio a mudanças no andamento do conflito e tensões internacionais.
A ofensiva russa perdeu ritmo desde a frente de 2023, com a Ucrânia recuperando território e Minsk destacando ganhos adversos a Moscou. A recuperação de Kupiansk, em dezembro, surpreendeu analistas, e ataques de drones têm impactado operações russas.
A guerra prossegue enquanto dúvidas aumentam sobre a disponibilidade de tropas e substituições. A Rússia tem registrado quedas na taxa de recrutamento, diante de evidências de altas baixas entre combatentes, segundo avaliações diversas.
A economia russa também é afetada. Embora o preço do petróleo tenha se recuperado, ataques ucranianos a terminais de exportação reduziram volumes, elevando a renda com petróleo apenas temporariamente e gerando incerteza sobre o futuro.
Mudanças no poder de fogo ucraniano
A Ucrânia evoluiu para depender menos de ajuda externa, investindo em capacidades próprias. Interceptadores a custo mais baixo fortalecem defesas, permitindo ataques focados contra infraestrutura russa, inclusive instalações de refino.
Ao mesmo tempo, veículos de defesa de alto desempenho e drones continuam sendo instrumentos centrais. Kiev apresenta ataques estratégicos a infraestrutura de petróleo na zona de Primorsk e Ust-Luga, na região do Baltico, impactando a produção russa.
Diplomacia e objetivo estratégico
Putin busca reacender interesse norte-americano na mediação, sugerindo apoio de ex-líderes para pressionar mudanças em Donetsk. Embora haja movimentação diplomática, não há sinal claro de recuo das exigências máximas russas.
O governo russo afirma que negociações ficam condicionadas à retirada de tropas ucranianas de Donetsk, tema central nas últimas semanas. A disposição de Trump em intervir continua influenciando o cenário, ainda que de modo indireto.
Entre na conversa da comunidade