Thiago Ávila, ativista brasileiro, foi preso em 29 de abril durante a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud, que seguia para a Faixa de Gaza com ajuda à população local. A operação ocorreu em águas internacionais, segundo relatos. Após quase duas semanas detido em Israel, ele foi deportado no fim de semana passado.
Ávila desembarcou em São Paulo na tarde desta segunda-feira e chegou a Brasília no fim da noite, por volta das 23h50, onde familiares e membros da comunidade palestina o aguardavam com cartazes. O retorno ocorreu após 11 de maio, conforme informações do Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Ao lado do ativista espanhol-paquistanês Saif Abu Keshek, Ávila esteve detido em Ashkelon, ao norte de Gaza, até a deportação. Ele relatou condições de interrogatório diárias ligadas à inteligência israelense durante o período de cárcere.
Detalhes da viagem e acusações
Durante o desembarque, Ávila descreveu a atuação das autoridades como ilegal, afirmando que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. O grupo Global Sumud envolveu cerca de 181 pessoas, com mais de 30 hospitalizadas após a operação, segundo informações apresentadas por ele.
O ativista ressaltou ainda a existência de dramáticas condições para palestinos em Israel, mencionando prisões com grande número de detentos. Ele afirmou que, no decorrer do período de prisão, houve relatos de violência contra pessoas presentes nas instalações.
Ávila agradeceu o apoio do serviço diplomático brasileiro e citou visitas oficiais como momentos cruciais para sua liberação. Em seus relatos, afirmou que pretende continuar atuando em ações humanitárias voltadas à Faixa de Gaza e à causa palestina.
A flotilha Global Sumud reunia cerca de 22 embarcações e 175 ativistas de várias nacionalidades, com o objetivo de entregar ajuda humanitária à população palestina na Gaza. Segundo organizadores, todas as embarcações foram interceptadas pelas forças israelenses durante a operação.
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