Em décadas, mamíferos marinhos são usados por forças armadas para localizar ameaças submersas, explosivos e intrusos. O Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha dos EUA, iniciado em 1959, treina golfinhos-nariz-de-garrafa para aplicações navais.
Esses animais combinam audição apurada e visão adaptável a ambientes variados. Utilizam tecnologias como localizadores para marcar e recuperar objetos, além de realizar vigilância de áreas costeiras.
Em 2019, imagens de satélite mostraram baleias-beluga em instalações russas no Ártico. No mesmo ano, uma beluga com identificação russa foi encontrada na Noruega, levantando suspeitas de espionagem.
Em 2022, análise da Marinha dos EUA sugeriu uso de golfinhos para proteger uma base naval russa perto da Crimeia. Outras imagens de satélite indicaram recintos para os animais no Mar Negro.
Histórico de programas e uso militar
Durante a Guerra Fria, a União Soviética utilizou golfinhos com fins militares. Ao fim do bloco, a unidade próximo a Sebastopol ficou sob controle da Ucrânia.
A partir de 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia, a Ucrânia viu a unidade de treinamento dos golfinhos passar para Moscou, que herdou os animais. A Ucrânia tentou negociar o retorno, sem sucesso.
Casos internacionais incluem o uso de leões-marinhos e focas pelo Reino Unido e pela Suécia. Há também indícios de programas com mamíferos marinhos na Coreia do Norte e em Israel.
Essa temática é discutida por especialistas quanto à ética, à eficácia operacional e aos impactos ambientais. Informações são baseadas em imagens de satélite, relatos militares e análises públicas.
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