O cessar-fogo de três dias anunciado por Donald Trump, na sexta-feira, 8, entre Rússia e Ucrânia, gerou resposta de desconfiança de ambos os lados. A trégua previa interromper as hostilidades até segunda-feira, 11, para facilitar troca de prisioneiros.
No domingo, 10, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a Ucrânia desrespeitou o acordo ao abater 57 drones russos, reagindo com ataques de drones de resposta. A afirmação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
Na Ucrânia, governos regionais reportaram mortes de ao menos três pessoas em ataques russos nas regiões de Zaporizhzhia e Kherson. O Estado-Maior das Forças Armadas Ucranianas informou 180 confrontos ao longo da linha de frente entre domingo e segunda-feira, com 8.037 drones kamikaze lançados contra alvos civis e militares.
Desdobramentos, negociações e posições
O governo russo manteve a leitura de violação e manteve disposição para novas negociações, segundo fontes oficiais citadas pela imprensa. Em Moscou, o líder Vladimir Putin disse que a questão pode caminhar para o fim, conforme avaliou no fim de semana.
O assessor de Putin, Yuri Ushakov, disse que o presidente está aberto a receber o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Moscou para negociações, desde que haja disposição para diálogo. A afirmação sinaliza continuidade de contatos diplomáticos entre as partes.
Segundo o Kyiv Post, Zelensky afirmou em discurso no domingo que a pressão de Kiev estaria abrindo espaço para um formato de negociação. O presidente declarou que é preciso terminar a guerra e assegurar segurança estável.
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