O cruzeiro MV Hondius desembarcou os últimos passageiros nesta segunda-feira, em Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha. O navio, com registro de hantavírus a bordo, deixou a ilha com tripulação reduzida rumo à Holanda, onde passará por desinfecção rigorosa.
Partiram cerca de 150 ocupantes de mais de 20 nacionalidades, após a primeira morte ser registrada em 11 de abril, perto de Tristão da Cunha. Ao todo, já são três óbitos, com duas confirmações por hantavírus.
A OMS atualizou os números: nove casos, sendo sete confirmados e dois ainda sob suspeita. Uma repatriada francesa testou positivo e está deteriorando; 22 pessoas na França passam por monitoramento. Um espanhol em Madri aguarda segundo exame confirmatório.
Desembarque e desinfecção
A operação de desembarque teve acompanhamento da OMS, com presença do diretor-geral. Vinte e dois britânicos repatriados na noite anterior permanecem isolados em hospital próximo a Liverpool, onde também receberam os primeiros pacientes de Covid-19.
Todos os passageiros que deixaram o navio passam por exames. A OMS recomenda isolamento de 42 dias para quem estava a bordo e foi repatriado. Cerca de 30 membros da tripulação permanecem a bordo para concluir o traslado a Roterdã.
O capitão do Hondius agradeceu à tripulação e aos passageiros pela paciência e disciplina durante a crise. Ele destacou a união a bordo e a força coletiva frente ao surto. O navio será submetido à desinfecção completa na Holanda.
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