A LOT Polish Airlines, da Polônia, apresentou novas acusações contra a Boeing em um processo por danos. O julgamento teve audiência em Seattle, nos EUA, nesta segunda-feira (11). A aérea afirma que a fabricante ocultou problemas de segurança do 737 MAX antes da compra em 2016.
Segundo a acusação, a Boeing teria enganado a FAA sobre a extensão do sistema MCAS e as dificuldades de testes de voo, para evitar treinamentos extensivos para pilotos de modelos anteriores. A LOT sustenta que tal estratégia reduziu custos para a Boeing.
A LOT diz ter tido perdas de receita após a suspensão mundial do 737 MAX em 2019, após dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas. O litígio por danos teve início em 2021 e continua em andamento.
Aerolíneas envolvida afirma que, antes do acordo, engenheiros da Boeing buscavam corrigir uma falha no nariz do jato, durante negociações com a LOT. A LOT manteve a aeronave em operação até a suspensão global dos voos.
O MCAS foi apontado como elemento central nos acidentes do voo 610 da Lion Air (2018) e do voo 302 da Ethiopian Airlines (2019). Executivos da Boeing garantiram, publicamente, a segurança do MAX após o primeiro acidente.
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