Nesta segunda-feira, 11, Delcy Rodríguez, figura-chave do governo venezuelano, participou de audiência da Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, na Holanda. A presença ocorreu mesmo com a proibição de entrada de autoridades venezuelanas nos EUA e na União Europeia, vigente desde 2018.
Segundo o governo holandês, não houve suspensão das sanções da UE; foi emitida apenas uma autorização diplomática limitada à participação nas sessões da CIJ. A permissão não altera o status de proibida de entrar em território da UE.
Rodríguez já havia obtido autorização semelhante em 2024 para apresentar documentos no mesmo processo. Em 2023, ela esteve na cúpula UE-Celac e visitou o Conselho Europeu, em Bruxelas.
Contexto do litígio
O caso envolve a reivindicação de soberania sobre o Essequibo, uma região de cerca de 160 mil km² disputada entre Venezuela e Guiana. Caracas sustenta o direito sobre a área desde o século XIX, citando recursos de petróleo e gás.
A CIJ deve proferir uma decisão ainda neste ano. A Venezuela afirma não reconhecer a jurisdição da corte e sustenta que não reconhecerá eventual veredito sobre o tema.
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