Daniela Klette, ex‑militante da Fração do Exército Vermelho (RAF), enfrenta no tribunal de Verden, na Baixa Saxônia, alegações de roubos e tentativa de homicídio entre 1999 e 2016. O processo ocorre após 30 anos de clandestinidade.
A defesa questiona perseguição política, aponta vínculos passados com o grupo e a história de vida com o Brasil. A audiência marca a conclusão do julgamento que começou no ano passado.
Klette, hoje com 67 anos, foi presa em Berlim em 2024. Ela é acusada de participar de assaltos a supermercados e carros-fortes após a dissolução da RAF, em 1998.
Detalhes do caso
A promotoria pede 15 anos de prisão por tentativa de homicídio e roubo a mão armada qualificado. Os crimes teriam ocorrido em Berlim e outras localidades entre 1999 e 2016.
No apartamento de Kreuzberg, Berlim, foram encontrados 240 mil euros em dinheiro e mais de 1 kg de ouro. A defesa sustenta que a vida financeira decorreu de atividades criminosas diversas.
Ligações com o Brasil
Klette viveu na clandestinidade e desenvolveu laços com o Brasil, mantendo identidade falsa durante parte do período. Ela adotou o pseudônimo Cláudia Ivone e tinha vínculos com um brasileiro, Emerson Gomes da Silva.
Emerson relatou que a conhecia como Cláudia, ainda sem saber a verdadeira identidade. Segundo ele, o relacionamento ocorreu no início dos anos 2000, durante viagens da ré.
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