Ghana anunciou a evacuação de 300 cidadãos da África do Sul após uma onda de protestos contra estrangeiros. O ministro das Relações Exteriores, Samuel Ablakwa, afirmou em X que o presidente autorizou a retirada imediata, para os demais casos de risco observados pelo governo. Os evacuados teriam se registrado na embaixada de Pretória para resgate em resposta ao alerta diplomático.
Os protestos contra a imigração ilegal ocorreram em várias cidades sul-africanas, com participantes exigindo a deportação de estrangeiros irregulares. O governo sul-africano afirmou que não representa a política oficial e classificou as ações como casos isolados de criminalidade, prometendo reforçar a regulação migratória e as fronteiras.
A embaixada de Gana na África do Sul aconselhou seus cidadãos a redobrarem a cautela e evitarem aglomerações, especialmente na manhã de quarta-feira, em Durban. Outros países também têm alertado seus nacionais e solicitado prudência diante das tensões.
Diplomacia e respostas oficiais marcaram o cenário. Gana e Nigéria convocaram chanceleres sul-africanos para tratar do tratamento a seus cidadãos. A União Africana foi acionada por Maputo para discutir a situação, que é considerada um risco para a segurança dos africanos residentes na África do Sul.
Fontes oficiais indicam que mais de três milhões de estrangeiros vivem na África do Sul, cerca de 5% da população, embora o número total de imigrantes sem documentação seja incerto. A xenofobia tem sido um tema recorrente no país, associada a episódios de violência.
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