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Israel avança lei que amplia autoridade sobre sítios arqueológicos na Cisjordânia

Projeto de lei amplia autoridade civil sobre sítios arqueológicos na Cisjordânia ocupada, gerando receios de anexação e impacto às comunidades palestinas

A man drives his tractor past ruins at the archaeological site of Sebastia, west of the occupied West Bank city of Nablus on November 30, 2025. Israeli cultural watchdog Emek Shaveh denounced on November 24, a decision to expropriate nearly 500 acres (1,800 dunams) of private Palestinian land in the occupied West Bank near the ancient archaeological site of Sebastia. Sebastia is an archaeological site dating back to the Iron Age, which Israel began taking interest in in 2023, first with a plan for the site itself, and then the seizure of the top of the mound that constitutes the site, Emek Shaveh said. (Photo by JAAFAR ASHTIYEH / AFP via Getty Images)
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Israel avança projeto de lei que amplia controle civil sobre sítios arqueológicos na Cisjordânia

O governo israelense deu mais um passo para ampliar a autoridade civil sobre arqueologia e patrimônio na Cisjordânia ocupada. O texto, apoiado pela coalizão Likud, foi aprovado em uma primeira votação na terça-feira, com 23 votos favoráveis e 14 contrários.

A proposta cria a chamada Judea and Samaria Heritage Authority, órgão sob a alçada do ministro da herança cultural. A missão incluiria compra e expropriação de terras e a gestão exclusiva de patrimônio, sítios arqueológicos e escavações na área.

Se aprovada em duas futuras votações, a autoridade teria jurisdição sobre áreas A, B e C conforme o acordo de Oslo, com mudanças significativas na gestão de áreas sob controle palestino. A estrutura manteria a supervisão de reservas naturais sob outra unidade.

A nunção de lideranças já gerou críticas. Em especial, Amichai Eliyahu, figura de um partido ultranacionalista, é apontado para liderar o órgão. A proposta também prevê um conselho público ligado à autoridade, com membros indicados pelo ministro da herança.

Emek Shaveh, ONG de arqueologia, alertou que a legislação pode excluir participação palestina na governança e gestão de sítios. A instituição disse que a medida representa potencial anexação de sítios arqueológicos e impacto significativo aos direitos culturais palestinos.

A decisão ocorre em meio a tensões frequentes entre israelenses e palestinos sobre o controle de sítios históricos na região. Observadores indicam que alterações legais podem acirrar disputas políticas e legais no longo prazo.

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