Donald Trump desembarcou em Pequim na quarta-feira (13) para uma reunião bilateral com Xi Jinping, em um encontro considerado de grande representatividade diplomática. A visita, a primeira desde 2017 em solo chinês, ocorre em meio a tensões comerciais e ao impasse sobre a guerra no Oriente Médio. A analista Débora Oliveira avaliou que o encontro carrega sinalização política relevante diante das disputas entre as duas potências.
O objetivo central do encontro é discutir o acesso do mercado chinês a empresas americanas, sobretudo do setor de tecnologia. A China enfrenta críticas por restrições a serviços e plataformas dos EUA, justificadas por questões de segurança pelos chineses. O tema aparece entre as prioridades dos EUA para ênfase em abertura de mercado.
Outro eixo importante envolve semicondutores, terras raras e a dependência de Taiwan na cadeia produtiva. O debate abrange medidas dos EUA para restringir exportação de chips à China e a importância de materiais estratégicos para a fabricação de dispositivos. A China detém reservas relevantes e avançou na extração de terras raras.
A influência da China na produção de semicondutores também compõe a pauta, já que parte relevante da fabricação ocorre em Taiwan. A situação geopolítica nessa região pode impactar decisões de políticas de ambos os países, segundo a análise. Qualquer discordância pode dificultar avanços nos itens discutidos.
Guerra no Oriente Médio surge como elemento de negociação. A China mantém compras significativas de petróleo iraniano e resistência a bloqueios no Estreito de Hormuz, enquanto os EUA desejam manter a produção e o fornecimento de semicondutores via Taiwan. Há expectativa de que a questão seja tratada como parte de um acordo mais amplo, sem previsões definitivas.
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