O Ministério Público do Peru pediu a prisão de Roberto Sánchez, candidato de esquerda, por suposto uso de informações falsas ao órgão eleitoral. A acusação envolve declarações sobre contribuições para campanhas entre 2018 e 2020. O pedido soma mais de cinco anos de prisão.
Sánchez disputará o segundo turno da eleição presidencial contra Keiko Fujimori. A apuração oficial aponta vantagem do candidato da esquerda, com 99,94% dos votos apurados, restando pouca possibilidade de reversão. A crise eleitoral tem atraso por denúncias de irregularidades na votação de 12 de abril.
O MP afirma que Sánchez é responsável por falsa declaração em procedimento administrativo e por falsificação de informações sobre contribuições e receitas de organizações políticas. O pedido inicial é de cinco anos e quatro meses de prisão. O processo tramita com audiência marcada para 27 de maio.
Detalhes do caso e próximos passos
Segundo a acusação, o candidato recebeu mais de US$ 57 mil em contribuições de integrantes do Juntos pelo Peru, não declaradas ao ONPE. A defesa nega irregularidades e sustenta que não houve fraude nem uso indevido de recursos.
O caso foi apresentado aos tribunais em janeiro de 2026, mas houve rejeição parcial pela Justiça, que pediu reformulação. A audiência de decisão sobre prosseguimento ou arquivamento está prevista para esta semana.
Sánchez atribui as acusações a uma tentativa de desacreditá-lo politicamente, alegando que as acusações anteriores sobre uso de recursos do partido foram arquivadas pela Justiça. A promotoria mantém as acusações, enquanto Keiko Fujimori não se pronuncia no texto.
Entre na conversa da comunidade