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Trump chega à China para cúpula com Xi; Irã domina negociações

Viagem de Trump a Pequim, primeira visita presidencial em quase dez anos, com foco em comércio, IA e Taiwan, enquanto a crise iraniana encorpa as negociações

Donald Trump will hold a high stakes summit with Xi Jinping in China.
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Donald Trump desembarca em Pequim nesta quarta-feira à noite para uma aclamada e controversa cúpula com Xi Jinping. O objetivo é recompor imagem e influências diante do desgaste gerado pela crise no Irã e pela guerra no Oriente Médio.

O encontro, previsto para durar dois dias, ocorre em meio a tensões comerciais entre EUA e China. A delegação de Washington inclui mais de uma dezena de lideranças empresariais, entre elas Elon Musk e Tim Cook, sinalizando interesse em cooperação econômica.

Trump chega em um momento em que a China busca estabilidade econômica diante de fraco dinamismo interno e uma crise imobiliária prolongada. Além disso, o estreito de Hormuz permanece sob controle iraniano, elevando a dependência energética de Pequim.

Os temas centrais são comércio, IA, Taiwan e segurança regional. Nos bastidores, Washington pressiona Pequim para pressionar Teerã a reabrir o estreito e buscar um acordo de paz sob termos americanos, ao mesmo tempo em que evita comprometer Taiwan.

A visita inclui uma cerimônia de boas-vindas, reuniões privadas entre os dois líderes e passes por locais históricos de Beijing. Um banquete estatal está marcado para a quinta-feira, seguido de almoço de trabalho na sexta-feira antes do retorno.

Esforços diplomáticos destacam a busca por equilíbrio: as autoridades chinesas pedem estabilidade e evitam alinhar-se de forma explícita aos EUA, enquanto Washington enfatiza resultados práticos e cooperação econômica, mesmo diante de rivalidade estratégica.

Analistas lembram que, mesmo com avanços possíveis, não se sinalizam grandes mudanças estruturais. O intuito é manter o diálogo aberto, evitar incidentes e sustentar a trégua tarifária que persiste entre as duas potências desde o ano passado.

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