Trump e Xi Jinping se reuniram em Pequim para um cume que envolve negociações sobre comércio, guerra no Oriente Médio e inteligência artificial. O encontro ocorreu no Grande Salão do Povo, na manhã de quinta-feira, com cerimônia de boas-vindas e conversas diretas entre os líderes.
Na abertura, Xi ressaltou que 2026 marca 250 anos da independência americana e defendeu estabilidade nas relações sino-americanas para o mundo. Trump afirmou conhecer Xi há muito tempo e descreveu o líder chinês como competente. As falas aconteceram antes de uma rodada bilateral.
A agenda inclui temas como o conflito no Oriente Médio, a disputa comercial entre EUA e China, tensões sobre Taiwan e a competição em IA. A administração Trump também busca estabelecer um Conselho de Comércio com a China para tratar diferenças comerciais.
A China pretende recalibrar as relações bilaterais e estabelecer bases para uma relação comercial estável e previsível. Xie Feng, embaixador chinês nos EUA, escreveu que, diante da instabilidade internacional, a relação sino-americana é ainda mais relevante.
A viagem de trabalho é breve, com dois dias de agenda pesada. À tarde, Trump e Xi devem visitar o Templo do Céu, diferente do roteiro de 2017, com menor ênfase em cerimônias públicas extensas.
O contexto envolve ainda a postura de Pequim em relação a Taiwan e a possível redução de vendas de armamentos, temas que costumam surgir em encontros com o foco comercial. A pauta pode sofrer ajustes conforme as discussões avancem.
Sobre o clima na cidade, Pequim registra hoje AQI acima de 150, o que excede diretrizes da OMS. A qualidade do ar tem sido irregular nos últimos anos, apesar de avanços na redução de particulados finos. A visita ocorre sem grande esforço de melhoria climática.
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