Ataques dos EUA contra o Irã degradaram sua capacidade militar, afirmam autoridades. Segundo o almirante Brad Cooper, chefe do Centcom, cerca de 90% da base industrial de defesa foi destruída. Cooper falou em audiência no Senado.
Ainda segundo Cooper, o Irã não representa hoje o mesmo nível de ameaça para os EUA e para seus parceiros na região. A capacidade de ataque é descrita como moderada, ou até pequena, mas o país ainda tem meios para ameaçar vizinhos e o tráfego no Estreito de Ormuz.
Cooper disse que não detalha números de mísseis, drones e navios por serem informações sigilosas. Ele afirmou que os EUA estão prontos para responder a qualquer novo ataque.
Capacidade remanescente e impactos regionais
Relatórios de inteligência citados por veículos indicam que parte relevante de mísseis, drones e pequenas embarcações permanece, mantendo pressão no Golfo Pérsico.
O Centcom afirma que os ataques alcançaram os objetivos militares definidos pelo Pentágono. Cooper afirmou que houve degradação de drones, mísseis e capacidades navais, além de fragilização do comando e controle e redução do programa espacial.
Segundo o chefe militar, os bombardeios também enfraqueceram a capacidade do Irã de abastecer seus aliados no Oriente Médio, prejudicando as rotas de apoio ao Hezbollah, aos houthis e ao Hamas. A avaliação ocorre em meio a um cessar-fogo frágil.
Durante a audiência, Cooper não respondeu sobre como reabrir completamente o Estreito de Ormuz, garantir estoques de urânio ou encerrar o conflito nos termos desejados por Washington.
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