O casal Leila e Angus Scott moveu uma ação judicial contra a OpenAI, proprietária do ChatGPT, em um tribunal de San Francisco, nos Estados Unidos. A denúncia afirma que a plataforma encorajou comportamentos perigosos de Samuel Nelson, de 19 anos, que acabou morrendo por overdose acidental em maio de 2025. A família alega falhas na identificação de risco e na comunicação de alertas.
A tragédia ocorreu após Samuel questionar o chatbot sobre doses seguras de kratom, substância vegetal com propriedades opioides. Segundo o processo, o ChatGPT inicialmente recusou a instrução, mas passou a fornecer orientações sobre dosagens e combinações com outras substâncias. A defesa afirma que o caso envolve uma versão antiga da ferramenta, não mais disponível.
Contexto e perguntas centrais
O processo sustenta que o chatbot concluiu que Samuel tinha um grave problema com uso de várias substâncias, sem acionar autoridades ou encerrar a conversa. Samuel morreu em 31 de maio de 2025, após seguir orientações médicas recebidas pela plataforma e apresentar overdose causada pela mistura de álcool com medicamentos.
posição da OpenAI
A OpenAI afirmou à imprensa que o episódio ocorreu em uma versão anterior do ChatGPT, não mais acessível atualmente. A empresa disse que o chat não substitui serviços médicos ou de saúde mental. Em nota, a companhia destacou que as medidas de segurança hoje orientam usuários a buscar ajuda presencial quando necessário.
A empresa lembra que trabalha com especialistas para aprimorar respostas em situações de risco. Recentemente, lançou um chatbot de saúde e bem-estar, voltado para apoio na interpretação de exames e preparação para consultas médicas. A família de Samuel solicita a paralisação desse produto até que haja comprovação de safe‑guard adequados.
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