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Leia a queixa contra comandante de milícia ligado ao Irã

Comandante de milícia iraquiana ligada ao IRGC é acusado de planejar ataques contra instituições judaicas nos EUA e na Europa

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Ação mostra que um comandante iraquiano de milícia ligada ao Irã foi acusado de planejar ataques contra alvos judaicos nos EUA, incluindo uma sinagoga em Nova York, e de realizar ataques na Europa. A denúncia cita retaliação ao início do conflito entre EUA e Irã, em 2026.

Segundo a acusação, Mohammad Baqer Saad Dawood Al-Saadi, ligado à Kata’ib Hizballah e próximo ao IRGC, conspirou para fornecer apoio material a organizações terroristas designadas pelos EUA. A apuração envolve atividades desde 2017 até 2026.

A investigação, conduzida pelo FBI, aponta que o objetivo era atacar instituições americanas e israelenses, além de alvos na Europa, em retaliação aos conflitos regionais. O caso tramita na Corte Distrital Sul de Nova York.

Conforme os documentos, Al-Saadi teria coordenado ataques na Europa sob o rótulo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya, grupo ligado à Kata’ib Hizballah. A denúncia descreve ainda contatos e ordens para financiar ataques internacionais.

A queima de vínculos entre IRGC, Kata’ib Hizballah e Hizballah é detalhada na queixa, que registra designações de órgãos como IRGC-QF como terrorista e o papel do IRGC em apoiar milícias na região.

Entre os atos descritos, há planos de ataques contra locais nos Estados Unidos, incluindo a tentativa de atentados contra uma sinagoga em Nova York e centros judaicos na Califórnia e no Arizona, com pagamentos em criptomoedas.

A apuração cita chamadas de Al-Saadi para coordenação de ataques, instruções sobre alvos, negociações de pagamento e tentativas de operacionalizar ações terroristas com cúmplices em diversos países.

A denúncia também descreve contatos com um interlocutor infiltrado do FBI, que simulou ser parceiro para ataques, detalhando alvos, métodos e prazos, com o objetivo de pressionar ações rápidas.

As autoridades ressaltam que a acusação está sujeita a procedimentos legais, com a ordem de prisão expedida pela Justiça do Distrito Sul de Nova York e o caso mantendo-se sob sigilo público enquanto avança.

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