A Ucrânia viveu uma madrugada de ataques intensos, com uma nova rodada de bombardeios russos que atingiram Kiev e outras regiões. Dados oficiais apontam para um incremento na violência, em meio a denúncias de danos a uma missão humanitária da ONU. O saldo preliminar indica mortos e feridos entre civis.
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, mais de 650 drones e 56 mísseis russos foram usados na ofensiva, atingindo a capital e pontos civis em mais de 20 áreas da cidade. Equipes de resgate trabalham para retirar vítimas de escombros de um prédio residencial de nove andares.
Um veículo de uma missão humanitária da ONU foi atingido duas vezes por drones na região de Kherson, no sul do país. Zelensky informou que ninguém ficou ferido e que os integrantes da missão foram evacuados com segurança. Um vídeo divulgado por autoridades locais mostra veículos atingidos, um deles com identificação da ONU.
A ofensiva elevou o balanço de Kiev para cinco mortos e cerca de 40 feridos. Em resposta, as forças de defesa russas afirmaram ter interceptado 36 drones ucranianos durante a noite.
Contexto internacional e política interna
A crise se estende além do campo de batalha, atingindo aliados da Ucrânia. A Letônia teve mudança política com a renúncia da primeira-ministra Evika Silina, após perda de apoio de um partido-chave da coalizão, em meio a tensões decorrentes de ataques aéreos envolvendo drones.
Paralelamente, o Alto Tribunal Anticorrupção da Ucrânia decretou a prisão de Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete de Zelensky, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a um projeto imobiliário de luxo perto de Kiev. A fiança foi fixada em mais de 2,5 milhões de euros, permitindo que responda ao processo em liberdade temporariamente.
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