Evika Siliņa, primeira-ministra da Letônia, anunciou sua renúncia após a coalizão do governo desmoronar. O estouro ocorreu por causa da gestão de drones ucranianos que invadiram território letão vindo da Rússia, elevando tensões antes das eleições previstas para outubro.
A decisão levou à queda do governo liderado pelo partido Unidade Nova. O Progressistas, parceiro da coalizão, retirou apoio após a demissão do ministro da Defesa, Andris Sprūds, membro dos Progressistas. A saída compromete a maioria no Parlamento.
Siliņa informou que a prioridade é a segurança do país e dos cidadãos. A presidência convoca representantes dos partidos para talks sobre um novo governo, com encontro agendado para sexta-feira.
Sprūds foi destituído no domingo, após a primeira-ministra dizer ter perdido a confiança dele e da opinião pública sobre incidentes com drones considerados do tipo errante, possivelmente vindos da Ucrânia.
No último episódio, em 7 de maio, dois drones teriam explodido em uma instalação de armazenamento de petróleo, segundo a chefe do governo. Ela afirmou que a liderança política da defesa falhou em garantir céus seguros.
O Exército letão revelou que não detectou os drones que teriam vindo da Rússia; Siliņa disse que Sprūds não acelerou o desenvolvimento de sistemas anti-drones, contribuindo para a crise de segurança.
Contexto regional: dezenas de drones, vindos de Rússia, cruzaram fronteiras da Letônia, Lituânia e Estônia desde março. Críticos afirmam que as respostas do governo deixaram lacunas estratégicas em defesa.
Enquanto isso, forças de Ucrânia aguardam apoio internacional para reforçar a proteção do espaço aéreo. O Ministério das Relações Exteriores ucraniano informou que drones russos quebrem barreiras eletrônicas para desviar alvos.
A crise na Letônia ocorre em meio a tensões regionais; o presidente letão, Edgars Rinkēvičs, deve ouvir representantes partidários para formatar um novo governo, sem indicar prazo para a formação estável.
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