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Ação por naufrágio de navio com 5 mil bois no Pará é arquivada

Ação internacional para indenização de 18 mil vítimas do naufrágio do Haidar é arquivada por disputa de representação; navio permanece submerso

Navio libanês Haidar naufragou no Pará em 2015, e não foi retirado desde então devido a entraves legais
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A ação de indenização movida pela Pogust Goodhead, em nome de 18 mil brasileiros, foi arquivada na Inglaterra. O caso tratava do naufrágio do navio Haidar, em 6 de outubro de 2015, no porto de Vila do Conde, Barcarena, Pará. A intenção era responsabilizar a Salic (UK) Limited pela poluição e pelos prejuízos causados. A decisão encerra o processo por questões de autorização para representar as vítimas.

O Haidar transportava 5 mil bovinos vivos com destino à Venezuela. O navio afundou no porto, deixando a maioria dos animais muerta por afogamento. Em 2018, ocorreu o vazamento de óleo que contaminou o rio Pará com diesel, carcaças e feno, agravando danos ambientais e sociais.

A embarcação permanece submersa. A remoção não tem previsão e envolve disputas contratuais e investigações. A administração pública brasileira aponta falhas contratuais para retirada, levando o MPF a suspender acordos com a empresa Superpesa e a exigir nova licitação.

Situação internacional

Em 2020, a Pogust Goodhead pediu indenização por mais de 18 mil pessoas contra a Salic (UK) Limited. O processo tramita no Tribunal Superior Britânico, com base na participação da Salic na Minerva, dona da autorização do transporte.

A defesa da Salic sustenta que a Pogust não tinha poderes para representar os requerentes. A alegação foi apresentada pela primeira vez em agosto de 2021. A Pogust reconheceu autoridade em janeiro de 2022, mas pediu a suspensão do caso em novembro de 2025 para reavaliar a autorização.

Impactos ambientais e sociais

Ao longo dos dias e meses seguintes ao acidente, a resposta emergencial foi lenta. O óleo e as carcaças demoraram a ser removidos, ampliando a poluição do rio Pará. Comunidades de Barcarena e Abaetetuba enfrentaram dificuldades com água potável e mau cheiro persistente.

Barreiras de contenção foram instaladas, mas moradores relataram atraso nas ações de controle da contaminação. Parte da população recebeu água potável e cestas básicas logo após o naufrágio, enquanto pescadores e famílias que dependem do rio relataram prejuízos duradouros devido à contaminação.

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