O grupo Adani, liderado pelo bilionário Gautam Adani, concordou em pagar um total de US$ 18 milhões para encerrar uma ação civil movida pela Comissão de Valores M mobiliários dos EUA (SEC). O acordo envolve também o sobrinho Sagar Adani. O protocolo ainda precisa passar pela aprovação judicial, mas o mercado reagiu positivamente, com as ações do grupo subindo na sexta-feira.
A SEC acusou os Adani de pagamentos de subornos a autoridades indianas para projetos de energia renovável e de enganar investidores norte-americanos sobre práticas anticorrupção ao buscar financiamento via emissão de títulos. A denúncia também citou uma suposta oferta de US$ 750 milhões, incluindo cerca de US$ 175 milhões de investidores dos EUA.
O acordo proposto não implica admissão nem negação das acusações. Além disso, impede que os Adani cometam novas violações de leis financeiras dos EUA ligadas a engano de investidores, fraude de valores mobiliários e manipulação de mercado. A defesa, porém, sustenta que as alegações são infundadas.
Contexto financeiro e reação de mercado
Segundo a Forbes, Gautam Adani, com 63 anos, tem patrimônio estimado em US$ 82 bilhões, o que o coloca entre os mais ricos do mundo. O Adani Group atua em setores como energia e aeroportos, entre outros.
Separadamente, dados de veículos como New York Times, Reuters e Bloomberg indicaram que o Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA estaria avançando para abandonar acusações criminais contra Adani. A reportagem aponta que o escritório contratou uma nova equipe legal, liderada por Robert J Giuffra Jr.
Giuffra, conhecido por atuar para figuras de alto perfil, teria se reunido com autoridades do DOJ para discutir o caso. A imprensa também sugeriu que Adani ofereceu investir US$ 10 bilhões nos EUA e criar 15 mil empregos caso as acusações sejam retiradas, repetindo compromisso feito ao receber apoio de Trump após a eleição de 2024.
Desdobramentos e respostas
As informações sobre o possível encerramento de processos criminais indicam uma mudança de estratégia do DOJ em casos de corrupção envolvendo entidades estrangeiras, segundo as fontes citadas. O BBC solicitou posicionamentos tanto ao DOJ quanto ao Adani Group para comentários.
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