O bloqueio naval dos EUA contra o Irã, iniciado em abril, interceptou dezenas de embarcações. Mesmo assim, parte do petróleo iraniano segue chegando à China, maior cliente mundial, tema que tenta explicar a tensão entre Washington e Pequim.
Segundo análises, o esforço americano já tastou mais de 70 navios, com abordagens e apreensões em várias áreas, inclusive longe da costa iraniana. Um cargueiro a caminho da China foi apreendido no Oceano Índico.
Além disso, há relatos de navegadores que desligam rastreadores, falsificam posições e realizam transferências de petróleo entre embarcações, dificultando a origem do petróleo. Entre abril e maio, houve aumento expressivo dessas táticas.
A trajetória das embarcações
The Huge: cargueiro iraniano com o rastreador desligado, percorreu rota incomum e teria seguido para águas próximas à China, passando pelo Lombok em vez do Malaca. Em abril, já rondava o Golfo de Omã.
Atomis: de nome anterior Divit, transportou óleo de Kharg Island e cruzou o Atlântico com rastreador ativo, possivelmente transferindo carga perto de Hong Kong para outro navio.
Salute Legend: navio menor com bandeira de Hong Kong utilizou técnicas de spoofing para ocultar a localização, recebendo transferência de carga no Golfo de Omã, e seguiu para Quanzhou, na China.
Situação atual
Entre abril e maio, barcos iranianos que deixaram o Golfo de Omã navegam em direção ao leste Asia, com destino provável à China. Analistas estimam que várias transferências de combustível ocorreram em alto-mar ou próximos a portos asiáticos.
Ao todo, o sistema de monitoramento indica dezenas de navios com vínculos ao Irã que se deslocaram para a região desde o início do bloqueio. O tráfego permanece sujeito a propostas de exceções para fins humanitários ou outros motivos, segundo autoridades.
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