Friedrich Merz, chanceler alemão, afirmou nesta sexta-feira que não aconselharia seus filhos a morar ou estudar nos Estados Unidos neste momento. O motivo citado foi o clima social em rápida mudança e oportunidades limitadas, mesmo para quem tem alta qualificação.
A fala ocorreu durante uma convenção católica em Würzburg, diante de um público jovem. Merz, pai de três filhos, ressaltou que há uma tendência a ver o mundo em termos de desastre, ao mesmo tempo em que elogiou o potencial da Alemanha para jovens.
Ele acrescentou que, na visão dele, poucas nações oferecem tantas oportunidades quanto a Alemanha hoje. O comentário contrasta com a relação entre EUA e aliados europeus sob o governo de Donald Trump, marcado por tensões comerciais e geopolíticas.
Contexto nas relações transatlânticas
Merz chegou ao poder em 2025 como transatlanticista, mas tem criticado de forma eloquente o aliado mais poderoso da Alemanha. Trump reagiu, dizendo que Merz devia focar no que chama de país quebrado.
O governo americano anunciou, dias depois, uma retirada parcial de tropas da Alemanha e aumentos tarifários sobre automóveis europeus, incluindo a indústria alemã. As tensões alimentam debates sobre a aliança da Otan.
Apesar das críticas, Merz declarou ser grande admirador dos EUA, embora tenha admitido que sua confiança atual não é tão grande quanto antes. O chanceler pediu aos alemães que mantenham otimismo e foco no crescimento doméstico.
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