Friedrich Merz afirmou que não aconselharia seus filhos a estudar ou trabalhar nos Estados Unidos na situação atual. O comentário foi feito durante uma conferência de jovens católicos em Würzburg, na Alemanha, e chegou em meio a tensões entre Berlim e Washington sobre várias questões.
O líder conservador alemão disse não enxergar mais os EUA como terra de oportunidade, citando o clima social profundamente polarizado. Segundo ele, mesmo profissionais bem qualificados enfrentam dificuldades para conseguir empregos no país.
Merz, pai de três filhos, destacou que o ambiente social nos Estados Unidos mudou de forma rápida e que hoje não indicaria o caminho aos seus filhos para educação ou carreira fora da Alemanha.
O político destacou, ainda, as oportunidades que vê na Alemanha, defendendo que o país oferece potencial considerável, especialmente para os jovens. Ele pediu que os alemães não adotem um pessimismo extremo sobre o mundo.
Reação e contexto internacional
As declarações de Merz provocaram reação rápida nos EUA. Richard Grenell, ex-embaixador dos EUA na Alemanha, criticou o comentário em X, dizendo que Merz parece sob influência de críticas à mídia alemã.
A resposta de Grenell reflete o ambiente tenso entre EUA e aliados europeus, marcado por disputas sobre comércio, apoio à Ucrânia e questões de defesa dentro da OTAN. Em Berlim, a fala de Merz soma-se a um momento de contestação à política externa de Washington.
Desdobramentos na relação transatlântica
O tom de Merz coincide com disputas entre EUA e aliados sobre apoio militar e impactos econômicos, como tarifas sobre veículos importados pela União Europeia. A situação ocorre num período de avaliações sobre estratégias de defesa e cooperação na aliança.
Merz mantém a postura de buscar avanços na relação transatlântica, mesmo diante das críticas recebidas. Em recente comunicação, ele afirmou ter mantido contato telefônico com o presidente Donald Trump, discutindo Iran, Ucrânia e a cúpula da OTAN em Ankara.
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