O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que não recomendaria a seus filhos viajar aos Estados Unidos para estudar ou trabalhar, devido ao atual clima social no país. A declaração ocorreu durante o Encontro Católico em Würzburg, em 15 de maio, em debate com jovens.
Merz disse que, apesar de admirar os Estados Unidos, esse sentimento não está sendo correspondido pelo momento atual. A fala recebeu aplausos da plateia, segundo registros do evento.
O chefe de governo elencou críticas ao que chamou de capitalismo puro, defendendo uma economia social de mercado. Ele destacou que a Alemanha oferece oportunidades significativas aos jovens e pediu uma visão mais otimista em relação ao país.
A repercussão chegou rapidamente pela rede social X, com críticas do ex-embaixador Richard Grenell, ligada a Donald Trump, que acusou Merz de falta de estratégia e de ser influenciado pela chamada mídia woke alemã.
Ainda antes, Merz havia criticado o Irã nas negociações com Washington, apontando tensões entre EUA e Teerã e sugerindo impacto nas relações transatlânticas. A entrevista ocorreu em meio a debates recentes sobre política externa.
Em paralelo, Merz informou ter mantido uma conversa telefônica considerada boa com Trump, reforçando a parceria entre Estados Unidos e Alemanha dentro da Otan. O chanceler reiterou o compromisso com a cooperação entre as nações.
No plano diplomático, Merz apoiou a posição de Washington nas negociações envolvendo o Irã, destacando a necessidade de o país participar das tratativas, a abertura do estreito de Ormuz e a não posse de armas nucleares pelo Irã. Reuters, AFP, EFE, Lusa acompanham o tema.
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