O Reino Unido se prepara para uma das maiores operações de segurança dos últimos anos. No sábado, Londres deverá receber manifestações da extrema direita e de grupos pró-Palestina, simultâneas, na mesma data da final da Copa da Inglaterra entre Manchester City e Chelsea em Wembley. A polícia quer evitar confrontos e manter a ordem pública.
Estimativas indicam mais de 100 mil participantes no conjunto dos atos. A marcha da extrema direita é liderada por Unite the Kingdom (UTK), liderado pelo ativista Tommy Robinson, cujo nome legal é Stephen Yaxley-Lennon. A polícia deslocará milhares de agentes para monitorar o fluxo de pessoas e evitar acensos de violência.
Operação policial e logística
A Polícia Metropolitana de Londres pretende usar cerca de 4 mil agentes, além de drones e veículos blindados. Serão autorizados recursos para controlar áreas centrais e separar grupos rivais, com poderes adicionais de restrição de mobilidade no centro da capital.
Manifestantes pró-Palestina e antirracistas devem se posicionar em áreas distintas, com estimativas entre 15 mil e 40 mil pessoas. A comemoração coincide com a final da Copa da Inglaterra, marcada para as 15h locais, aumentando a complexidade de deslocamentos e segurança.
Histórico e preocupações
A marcha anterior do UTK, realizada em setembro, reuniu cerca de 150 mil pessoas na região de Westminster, elevando a preocupação das autoridades com o crescimento de movimentos extremistas no país. A atuação policial busca impedir incidentes de violência e discursos de ódio.
O primeiro-ministro Keir Starmer tem destacado a importância de manter a ordem sem justificar extremismo. A sessão eleitoral recente de Reform UK, liderada por Nigel Farage, também é mencionada como contexto político para o evento.
Programação e riscos
Organizadores do UTK anunciaram convidados que incluem figuras públicas e conteúdos audiovisuais potencialmente polêmicos. A polícia monitora rumores de violência ligados ao futebol e temas de imigração, em especial por relatos de torcedores que apoiam Robinson em ações anteriores.
Autoridades têm como objetivo atuar preventivamente, com atuação firme contra incitação ao ódio e violência, sem restringir indevidamente o direito de protesto. O monitoramento prossegue até o encerramento das manifestações e do jogo.
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