Após mais de um mês de apuração, o Peru definiu o segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Fujimori, candidata da direita, ficou em primeiro e Sánchez, do campo de esquerda, ficou em segundo. A votação ocorreu com falhas logísticas e atrasos na contagem de votos.
Keiko Fujimori manteve a liderança ao longo da apuração, enquanto Sánchez cresceu voto a voto e acabou superando Rafael López Aliaga, que ficou em terceiro. López alegou fraude e organizou protestos em Lima, pedindo novas eleições em prazo curto.
A apuração enfrentou acusações de irregularidades e atraso na divulgação de resultados. O Ministério Público abriu investigação contra Sánchez por suposta fraude em contribuições de campanha entre 2018 e 2020, que ele nega. Uma decisão judicial sobre o caso deve ocorrer no dia 27.
Observadores da União Europeia destacaram compromisso com transparência e neutralidade dos órgãos eleitorais, em relatório preliminar após o pleito. A definição do segundo turno está prevista para ocorrer em 7 de junho, conforme calendário eleitoral peruano.
O pleito de 2025 registrou altos índices de violência no país, com a taxa de homicídio aumentando nos últimos anos e situando-se entre os principais problemas públicos. O tema da segurança ganhou relevância durante as discussões e protestos que antecederam a eleição.
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