Na madrugada do dia 5, um homem, aparentando estado alterado, chegou em um barco pequeno à marina nas Bahamas. Ele afirmou que sua esposa havia caído no mar durante o passeio e desaparecido.
Brian Hooker, 59, é americano; Lynette Hooker, 55, também. As buscas, realizadas por autoridades das Bahamas e dos EUA, duraram vários dias sem localizar o corpo. A versão de acidente permanece sob suspeita.
O casal morava num veleiro de 46 pés, ancorado numa baía próxima ao local do suposto incidente. A polícia confirmou a presença do barco e a última saída para a praia no final da tarde de 4 de abril.
Brian foi detido para interrogatório e o celular dele foi apreendido. A polícia analisou se o desaparecimento ocorreu no momento em que Lynette ainda estava no bote ou já a bordo do veleiro.
Depoimento e contradições
Hooker alegou que Lynette caiu por causa de ondas de mais de 1 metro. Segundo ele, o motor parou após a queda, impossibilitando o resgate. Não explicou por que não usou o remo nem por que o veleiro ficou à deriva.
Ele também não convence com a explicação sobre o tempo de noite, nem sobre o comportamento nas redes sociais na noite seguinte, ao parabenizar um amigo pelo barco novo.
Por determinação local, Hooker foi liberado após o depoimento, alegando precisar visitar a mãe doente nos EUA. Ele deixou as Bahamas, mantendo a versão de que buscava vestígios da esposa.
Investigação contínua
A Guarda Costeira dos EUA abriu nova etapa no caso após confirmar que Hooker contratou um capitão privado para levar o veleiro de volta aos EUA. O objetivo é investigar possível crime federal.
O barco foi apreendido pela guarda para averiguações. A instituição também busca identificar o dono de outro veleiro próximo, para entender possíveis fatores que envolvam o desfecho.
Segundo a filha de Lynette, Karli Aylesworth, há relatos de desentendimentos frequentes, especialmente quando o casal bebia. O universo do casal mostra histórico de conflitos, com acusações mútuas de agressões em 2015.
Contexto e histórico
O casal mantinha uma página chamada Sailing Hookers, que mostrava a vida no mar. A última postagem, dias antes do desaparecimento, sugeria que estavam bem.
A polícia investiga se houve acidente ou se houve outra causa para o desfecho. Por ora, não há provas de crime nem corpo encontrado, e o paradeiro de Hooker permanece incerto.
Histórico de casos similares envolve testemunhos contraditórios e investigações difíceis, principalmente quando envolvem relacionamentos no mar e pouca testemunha.
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