O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que a decisão de não participar do Eurovision 2026 é coerente e que o país está do lado certo da história. A final da 70ª edição ocorre neste sábado, em Viena, em meio a protestos contra a participação de Israel no evento.
Além da Espanha, Islândia, Irlanda, Países Baixos e Eslovênia também anunciaram ausência na final, como forma de protesto. Mais de mil artistas também pediram boicote ao concurso, segundo relatos da imprensa.
Sánchez divulgou um vídeo nas redes sociais em que comenta a decisão de Madrid. Em comunicado, as emissoras públicas espanholas informaram que não transmitirão a final no país, substituindo a programação por conteúdos alternativos.
Contexto e desdobramentos
O evento mundial deve reunir artistas de 35 países, o menor número desde a ampliação de 2004. Manifestantes prometem manter o foco em críticas à recente ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.
A organização do Eurovision não confirmou mudanças administrativas, mas reforçou que o festival segue o regulamento vigente. A expectativa é de que o tom de cobertura na imprensa e entre os fãs concentre-se nos debates sobre a participação de Israel no evento.
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