A União Europeia e 36 países aprovaram a criação de um tribunal especial para discutir a situação da Ucrânia. A iniciativa, anunciada em 2025 pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, visa contornar a atual impossibilidade de julgar a invasão russa pelo Tribunal Penal Internacional. O acordo foi assinado com o Conselho da Europa.
O novo órgão judicial buscará responsabilizar ações consideradas agressão e violação do direito internacional. Segundo o Comitê de Ministros, Moscou deverá enfrentar decisões do tribunal conforme o andamento do processo. Até o momento, 12 membros do Conselho Europeu não aderiram à proposta.
A proposta é recebida com ressalvas por parte da Rússia, que afirma que as decisões do tribunal serão nulas e sem efeito. Em entrevista, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, disse que a Rússia violou a Carta da ONU ao realizar uma guerra expansionista para tomar território.
Cabral ainda afirmou que a Rússia tem registrado ganhos com a venda de petróleo e gás, apesar das sanções. O especialista mencionou pressão dos Estados Unidos para que a Ucrânia aceite moderação nas negociações e retome um acordo.
O analista conclui que Vladimir Putin pode ignorar pressões externas, citando expectativas de mudanças na relação entre UE, EUA e Zelândia. Ele ressaltou que a Rússia, segundo avaliações, realizou ataques massivos com mísseis e drones.
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