Trump esteve na China para buscar apoio de Pequim em acordo com Teerã. A cúpula com Xi Jinping terminou nesta sexta-feira (15/05) com declarações positivas, mas sem divulgação de acordos concretos entre as potências.
O presidente americano elogiou Xi, chamando-o de grande líder e dizendo que compartilham uma visão semelhante sobre a guerra no Irã. Trump falou: quer encerrar o conflito e manter o Estreito de Ormuz aberto, sem falar em detalhes de negociações.
Xi Jinping não mencionou o Irã na coletiva e destacou que a questão de Taiwan é o tema mais relevante nas relações com os EUA. Alertou para riscos de atritos ou conflito se as partes não cooperarem.
Venda de armas a Taiwan
Três sessões de negociação ocorreram, inclusive com a presença de mais de uma dezena de CEOs, mas não houve anúncio de venda de armamentos. O tema já circulava como possível pacote de até US$ 14 bilhões, que Trump adiou durante a visita.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as vendas de armas a Taipé já haviam sido discutidas, mas não seriam o tema principal da reunião com Xi. A possibilidade de novo adiamento foi mencionada por analistas.
Contexto estratégico
Ao retornar aos EUA, Trump não confirmou a decisão sobre o pacote de armas. Analistas indicam que a visita pode ter sido usada para negociar posição dos EUA respecto ao Irã, sem comprometer o apoio a Taiwan de forma explícita.
Especialistas lembram que a China tem interesses em manter acesso ao Estreito de Ormuz, enquanto impõe restrições sobre Taiwan. Sanções americanas recentes contra entidades chinesas também compõem o cenário de tensão regional.
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