Os Estados Unidos e a Nigéria anunciaram a morte de Abu-Bilal al-Minuki, também conhecido como Abu-Mainok, considerado o “número 2” do Estado Islâmico. A operação conjunta foi revelada pelo presidente dos EUA em rede social oficial e confirmada pelo governo Nigerian. A comunicação ressaltou cooperação entre as duas nações para neutralizar o líder.
Segundo porta-vozes, o alvo estava atuando na região há meses e integrava uma rede responsável por ataques e ações contra cristãos. A ação ocorreu na bacia do Lago Chade, na fronteira entre Nigéria, Chade, Camarões e Níger. O estado de Borno, onde Minuki nasceu, é apontado como núcleo da insurgência na Nigéria.
As autoridades nigerianas destacaram que a operação contou com inteligência compartilhada e forças locais. O governo de Abuja informou ainda que a cooperação com Washington foi decisiva para a localização e neutralização do líder. A ofensiva é apresentada como parte de uma estratégia ampliada de combate aos grupos extremistas na região.
Sequestro de estudantes pelo Boko Haram
Em paralelo, o grupo Boko Haram sequestrou pelo menos 30 estudantes de uma escola de ensino fundamental e médio no estado de Borno. A informação foi divulgada por Muhammad Goni, líder de uma força-tarefa que atua junto às forças nigerianas. Ele afirmou que os sequestrados somam cerca de 50 pessoas envolvidas no ataque.
O porta-voz da polícia estadual confirmou o ataque, sem confirmar o número exato de vítimas. O Boko Haram é uma das principais forças jihadistas que atuam na Nigéria, além de uma dissidência associada ao Estado Islâmico na África Ocidental. O grupo tornou-se conhecido internacionalmente pelo sequestro de 276 meninas em Chibok, em 2014.
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