Um dia após renovar cessar-fogo com o Líbano, Israel voltou a atacar cidades no sul do país vizinho. Na manhã de sábado, pelo menos cinco vilas libanesas próximas à fronteira foram alvejadas por bombardeios israelenses.
As Forças Armadas de Israel confirmaram os ataques, divulgando imagens de danos em áreas civis. A agência estatal libanesa também confirmou os ataques ocorridos no fim da noite de sexta para sábado. Até o momento, não houve confirmação de vítimas completas.
Antes, na sexta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por 45 dias, após reuniões entre delegações dos dois países em Washington. A extensão foi recebida como um fio de esperança para a região.
O governo libanês celebra a prorrogação. O presidente libanês, Michel Aoun, afirmou que a extensão oferece “respiro crítico” aos cidadãos, fortalece instituições do Estado e avança rumo à estabilidade. Contrapontos seguem no terreno, com o Hezbollah criticando o acordo.
Do lado israelense, a justificativa para manter ataques em áreas dominadas pelo Hezbollah é destruir infraestrutura ligada ao grupo, que participa da política libanesa e rejeita as tréguas. O Hezbollah ocupa papel relevante no governo e no parlamento, mantendo posição crítica às negociações.
Ataque a Gaza e morte de líder do Hamas
Também neste sábado, o governo de Israel informou ter eliminado Ezedin Al Hadad, um comandante militar da alta cúpula do Hamas, em ataque aéreo a Gaza. A AFP confirmou a morte com dois representantes do Hamas.
Al Hadad era apontado como um dos arquitetos do ataque do Hamas contra Tel Aviv em 7 de outubro de 2023, segundo fontes oficiais israelenses. O confronto atual na região já deixou dezenas de milhares de mortos, conforme dados de Gaza e de Israel.
O conflito entre israelenses e palestinos se arrasta há quase três anos, gerando uma crise humanitária na região. Organizações internacionais alertam para a necessidade de proteção de civis e de retorno a negociações com mediação internacional.
Com informações da Agência France-Presse (AFP).
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