O escritório britânico Pogust Goodhead afirma que as indenizações na ação sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), no Brasil, podem superar os valores do PID. A declaração foi publicada na sexta-feira, nas redes do escritório.
A ação tramita na Justiça do Reino Unido e segue para uma nova fase de avaliação dos danos suportados pelos atingidos. Segundo a publicação, diferentemente do PID, a ação inglesa busca mapear perdas reais de cada cliente.
O Pogust Goodhead também afirma que quem aderiu ao PID ficará automaticamente excluído da ação no exterior, conforme determinação do tribunal. Alega ainda que a reabertura do PID não é novidade e que avanços na ação inglesa pressionam acordos no Brasil.
A decisão envolvendo publicidade abusiva foi tomada pela 13ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte, em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, pelos MPs de Minas Gerais e do Espírito Santo, pela Defensoria Pública da União e por defensorias estaduais.
A juíza Fernanda Martinez Silva Schorr reconheceu a competência da Justiça brasileira para analisar contratos firmados com pessoas no Brasil atingidas pelo desastre, destacando impactos sobre reparações locais e a vulnerabilidade econômica das vítimas.
Na decisão, ficou determinado que as publicações dos escritórios não induzissem os atingidos a rejeitar programas brasileiros de indenização, exigindo transparência sobre a liminar por 90 dias nas redes sociais.
Em 2025, o Poder360 mostrou que o Pogust Goodhead criou uma calculadora online para estimar indenizações na ação inglesa, baseando-se em dados de danos da FGV e questionários de autodeclaração. O cálculo não garante pagamento.
A ação refugiou as indenizações do rompimento da barragem no Brasil e no exterior. O PID, homologado pelo STF em 2024, prevê R$ 170 bilhões em reparações, com R$ 132 bilhões em recursos para atingidos.
O Ministério Público Federal e parceiros registraram que ações no Brasil e no exterior podem coexistir, mas cláusulas publicitárias podem dificultar adesão aos mecanismos de reparação nacionais. A liminar buscou evitar esse efeito.
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