A situação na usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, controlada pela Rússia, aproxima-se de um ponto sem retorno, segundo o chefe da Rosatom. A afirmação ocorreu em meio a ataques ucranianos na região, ocorrendo pelo terceiro dia consecutivo.
A gerência russa instalada no complexo informou que não houve feridos nem danos graves às instalações, apesar dos ataques. A usina, a maior da Europa, abriga seis reatores e mantém operação para resfriar o combustível, embora não gere energia no momento.
Segundo Alexei Likhachev, diretor-geral da Rosatom, a escalada representa risco para a segurança europeia, e a empresa pediu esforços para conter a escalada. A usina abriga cerca de 2.600 toneladas métricas de combustível nuclear, sob vigilância de monitores permanentes da AIEA.
Monitoramento internacional e desdobramentos
A gestão da usina informou, via Telegram, que o último ataque de drones não provocou danos relevantes às estruturas e que a usina continua operando dentro do necessário para manter o resfriamento do combustível. Observadores da AIEA indicaram danos em um incidente ocorrido no domingo, relacionado a uma oficina de transporte.
A usina foi tomada pelas forças russas nas primeiras semanas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Ambos os lados se acusam de atividades militares que podem comprometer a segurança nuclear, em um contexto de tensão contínua na região.
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