O artista pop Peter Max, conhecido pelas obras ousadas serviram de pano de fundo artístico para o movimento hippie dos anos 1960 nos Estados Unidos, morreu na segunda-feira aos 88 anos, após uma longa doença, informou na quarta-feira (16)um porta-voz da família.
As visões de Max, muitas vezes influenciadas por seu amor pela astronomia, estavam por toda parte nas décadas de 1960 e 1970 e faziam parte da cultura jovem da época.
As cores eram vibrantes e as imagens, surreais – paisagens cósmicas e explosões estelares, pombas e símbolos de paz flutuantes, borboletas caleidoscópicas, nuvens fofas e outras imagens do movimento “flower power”. Estrelas do rock como Beatles, Jimi Hendrix e Mick Jagger foram retratados por Max, assim como seus amigos.
O ex-presidente Ronald Reagan era um admirador, e Max doou uma pintura da Estátua da Liberdade à Biblioteca Presidencial Reagan.
“Seus pôsteres decorativos mostram que Max é um visionário fascinado pelo tempo, pelo espaço e pela evolução”, dizia uma crítica do Village Voice de 1967. “Um horizonte psicodélico profetiza o dia em que os arranha-céus poderão ser templos, quando o Rainbow Room do Rockefeller Center poderá ser usado para meditação.”
Max morreu em um hospital em Manhattan e deixa a filha Libra e o filho Adam.
“Meu pai era meu melhor amigo”, disse sua filha em um comunicado. “Sinto-me incrivelmente abençoada por ter sido tão profundamente amada e por ser filha dele.”
“Espero que, além de seu notável legado artístico, as pessoas se lembrem de sua bondade, de sua gentileza e de como ele realmente valorizava levar alegria ao mundo.
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