O governo de Cuba rebateu acusações de que estaria comprando drones para atacar alvos dos Estados Unidos, dizendo que as informações são parte de um “caso fraudulento” utilizado para justificar sanções e possível intervenção. A reação chegou após reportagem publicada pelo Axios, que cita fontes de inteligência dos EUA.
Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores, afirmou que Cuba não pretende guerra nem agressões e que o país se defende dentro da legalidade da ONU. O ministro não confirmou nem negou diretamente as alegações sobre drones.
A matéria do Axios sustenta que Havana planejava usar cerca de 300 drones militares, oriundos da Rússia e do Irã, para ataques a bases e navios dos EUA, incluindo Guantánamo e o estreito de Key West. A publicação diz ter informações de oficiais da CIA.
Segundo a reportagem, interceptações indicam que agentes cubanos tentam entender como o Irã tem resistido a pressões externas. A reportagem cita ainda uma possível acusação do Departamento de Justiça contra Raúl Castro por suposto envolvimento em atos de 1996.
Pressão externa e contexto regional
Desde a prisão de Nicolás Maduro no início do ano, os EUA intensificam cobranças sobre reformas econômicas e políticas em Cuba. Havana sustenta que as mudanças violam soberania nacional e rejeita pressões externas.
Washington ampliou o embargo petrolífero e, em 1º de maio, assinou uma ordem executiva que aumenta sanções econômicas, financeiras e comerciais contra a ilha. Analistas veem o endurecimento como parte de uma estratégia de pressão.
Especialistas observam que a possibilidade de intervenção militar é tema de debate, especialmente após tensões com a Venezuela e Irã. O governo cubano reforçou guias de proteção para a população, em meio ao temor de escaladas nas relações com Washington.
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