O presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou nesta segunda-feira que qualquer ação militar dos EUA contra Cuba resultaria em um banho de sangue, com impactos incalculáveis para a paz e a estabilidade da região. Ele reiterou, em publicação no X, que Cuba não representa ameaça.
A declaração acontece após uma reportagem divulgada pelo Axios, citando informações confidenciais, segundo a qual Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e discutido usá-los para atacar a base naval dos EUA em Guantánamo, além de navios norte-americanos e possivelmente a ilha de Key West, na Flórida.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, comentou que Cuba, assim como todas as nações, tem direito à legítima autodefesa e ressaltou que o país atuará conforme a Carta da ONU e o direito internacional. Segundo ele, há quem busque atacar Cuba com pretextos falsos.
A tensão entre Havana e Washington tem se intensificado. O país caribenho enfrenta queda de abastecimento energético após sanções, com energia disponível apenas por poucas horas diárias, agravando o cenário regional.
Na esfera diplomática, a Reuters informou, citando fontes do Departamento de Justiça dos EUA, que promotores planejam indiciar o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos, pelo abatimento de dois aviões do grupo humanitário Brothers to the Rescue, ocorrido em 1996. A notícia sinaliza potencial escalada de pressão externa sobre Cuba.
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