O mundo enfrenta aumento da frequência e do impacto de surtos de doenças infecciosas, segundo especialistas. Um relatório recente aponta que crises saem do padrão e ganham força, enquanto equipes de saúde na República Democrática do Congo e em Uganda trabalham para conter o Ebola.
O documento, do Global Preparedness Monitoring Board, foi divulgado nesta semana. Ele afirma que a relação entre frequência de surtos, danos causados e investimentos insuficientes em preparo não está alinhada. O clima e conflitos alimentam contágios, segundo a publicação.
Como pano de fundo, a atenção internacional se volta a dois focos de crise: o surto de Ebola na região dos grandes lagos africanos e um surto de hantavírus. A Organização Mundial da Saúde alerta para fragilidades em sistemas de vigilância e resposta.
Contexto global e impactos
A OMS informou que, na prática, os estoques de equipamentos de proteção em Kinshasa foram esvaziados e há planejamento para envio de suprimentos adicionais por via aérea. Organizações humanitárias também atuam para monitorar a evolução dos casos.
Especialistas destacam que cortes de financiamento e mudanças nas políticas de cooperação internacional prejudicam a capacidade de resposta. A liderança global é incentivada a transformar compromissos em ações verificáveis antes da próxima crise.
Medidas e próximos passos
O relatório recomenda a criação de um monitoramento permanente de risco pandêmico e a finalização de acordos que garantam acesso equitativo a testes, vacinas e tratamentos. Além disso, sugere robustecer financiamento para prontidão e resposta imediata a surtos.
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