Pelo menos 100 pessoas morreram e mais de 390 casos são suspeitos na República Democrática do Congo, em um surto de Ebola na província de Ituri, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África. A OMS declarou o surto como emergência de interesse internacional, embora não configure pandemia. A cepa em circulação é o Bundibugyo, para a qual não há medicações ou vacinas aprovadas.
Casos confirmados já foram registrados em Uganda, com uma morte também no país, conforme o CDC dos EUA. A CBS News destacou que pelo menos seis cidadãos americanos teriam sido expostos ao vírus durante o surto. O CDC está apoiando a retirada segura de um grupo de americanos diretamente afetados, sem confirmar números.
Os EUA enviaram medidas para evitar a entrada do Ebola no território, incluindo monitoramento de viajantes e restrições de entrada para pessoas que visitaram Uganda, Congo ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. O governo americano avalia locais seguros para quarentena e possível traslado para bases militares no exterior, conforme fontes.
OMS: alerta internacional e risco local
A OMS informou que o surto na região leste do Congo representa uma emergência de saúde pública de interesse internacional, sem indicar potência de disseminação global. A agência reiterou que o risco permanece maior localmente, com potencial de expansão regional.
A organização destacou que, entre 2014 e 2016, o oeste africano vivenciou o maior surto de Ebola já registrado, com mais de 28 mil infectados e 11 mil mortes. Também pediu maior vigilância em fronteiras, instalações de saúde e comunidades.
O diretor-geral do CDC África alertou para a necessidade de seguir medidas de saúde pública, especialmente durante funerais comunitários, que historicamente contribuíram para a transmissão. O órgão reforçou orientações para evitar contaminação durante rituais fúnebres.
A Liga de Países vizinhos informou ações preventivas. Ruanda anunciou reforço de controles na fronteira com a Congo; Nigéria disse monitorar a situação de perto. As autoridades locais continuam investigando os casos e ampliando a vigilância.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África e a OMS recomendaram cooperação internacional para ampliar testes, rastrear contatos e manter a prontidão hospitalar diante do surto. A situação segue sob monitoramento contínuo.
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